O que é transtorno de desejo sexual hipoativo?

A cultura prevalente na sociedade trata o homem praticamente como um predador, um conquistador que tem que estar disposto para o sexo o tempo inteiro. Isso só acentua o sofrimento de quem sofre com o transtorno de desejo sexual hipoativo.

O homem costuma ter muita preocupação com a sua vida sexual, buscando sempre soluções diante de eventuais problemas.

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Ainda que o problema mais temido seja a impotência sexual, uma manifestação mais intensa e permanente da disfunção erétil, existem outros problemas que devem ser considerados. Entre eles está o desejo hipoativo.

Embora o nome seja pouco conhecido e pareça até complicado demais, esse transtorno sexual é comum e fácil de entender. Confira o post para saber tudo sobre o assunto.

O que é o transtorno de desejo sexual hipoativo?

O desejo sexual, também chamado de libido, é um fenômeno complexo, de natureza subjetiva.

Ele abrange fantasias e sonhos sexuais, sensações no pênis, respostas aos sinais eróticos atuantes no meio, iniciação do comportamento sexual, a receptividade do parceiro e outros fatores.

O transtorno de desejo sexual hipoativo (TDSH) é um distúrbio sexual cuja característica é a deficiência (ou mesmo a inexistência) frequente do desejo sexual ou da fantasia sexual para a prática do sexo.

Assim, o TDSH leva o homem a amargar muito sofrimento e ter dificuldades em suas relações íntimas.

Ao contrário de distúrbios como disfunção erétil e ejaculação precoce, o transtorno de desejo sexual hipoativo pode afetar tanto homens quanto mulheres.

Quais são os principais fatores que contribuem para o TDSH?

De acordo com Sandra Leiblum (1988), os principais fatores que ajudam a gerar desinteresse sexual incluem:

  • Fatores biológicos (desequilíbrios hormonais, remédios e os efeitos colaterais que eles provocam, doenças crônicas e outros);
  • Eventos do desenvolvimento (infância e adolescência marcadas por diferentes privações, como física, emocional, verbal, afetiva, por traumas ou coerção sexual, rigidez no que se refere a aspectos sexuais, falta de educação sexual e assim por diante);
  • Transtornos psiquiátricos (depressão, ansiedade, distúrbios de personalidade);
  • Problemas interpessoais (insultos, conflitos, perdas, disfunções sexuais do parceiro);
  • Fatores culturais (ética, moralidade, aspectos religiosos associados ao comportamento sexual aceitável);
  • Contexto (privacidade, conforto, segurança).

A mesma autora diz que o desejo sexual deficiente pode ser resultado também de fatores predisponentes, como timidez/impulsividade, deformidades de anatomia (pênis muito pequeno ou muito grande, por exemplo) e inibição/excitação.

Outros fatores precipitantes são associados à situação. Entre eles, destacamos o estresse do momento, resultante de infidelidade, divórcio, uso exagerado de certas substâncias e exposição a situações humilhantes.

Os fatores perturbadores também podem causar o transtorno de desejo sexual hipoativo. Assim, podemos destacar o estresse constante, a fadiga, os problemas de relacionamento, a excessiva preocupação com a própria imagem corporal, entre outros.

Como tratar o transtorno de desejo sexual hipoativo?

É importante conhecer as causas que deflagraram o problema para realizar o tratamento mais apropriado. Assim, é fundamental buscar uma clínica especializada em saúde sexual masculina.

Com a abordagem interdisciplinar, o homem poderá se consultar e obter um diagnóstico mais preciso.

Então, caso seja necessário, o médico solicita exames clínicos, laboratoriais e de imagem. A partir do diagnóstico, será realizado o tratamento.

Conhecer melhor a si mesmo e ao seu corpo é uma forma de contornar essa disfunção. Portanto, se houver algum problema físico, talvez seja preciso usar medicamentos para tratá-lo.

Afinal, em vários casos, o transtorno de desejo sexual hipoativo é uma manifestação secundária de outros problemas, como a disfunção erétil.

O paciente, por ter dificuldades de ereção, evita o contato com as parceiras. Então, a médio e longo prazo, ele passa a se desinteressar por sexo para evitar a frustração.

Veja algumas das possíveis abordagens para o problema:

Tratamento hormonal para transtorno de desejo sexual hipoativo

Em alguns homens, a ausência de interesse sexual está relacionada a um desequilíbrio hormonal, que pode ou não incluir a queda dos níveis de testosterona.

Portanto, o médico pode prescrever o uso de hormônios em alguns casos. Em outros, ele orientará o paciente para que ele modifique alguns hábitos que geram o problema.

No entanto, é importante destacar que o paciente só deve tomar hormônios conforme prescrição médica.

Afinal, com a prescrição correta, os hormônios restabelecem o equilíbrio e o resultado será bastante satisfatório. Já o uso indevido pode causar sérios problemas à saúde.

Intervenção comportamental

Em alguns casos, a falta de desejo tem uma causa orgânica. Porém, fatores comportamentais geram esse desequilíbrio.

Por exemplo, pacientes obesos ou com sobrepeso desencadeiam uma série de reações em seu organismo. Uma delas é a conversão de testosterona (hormônio masculino) em estradiol (hormônio feminino).

Portanto, em alguns casos de TDSH, a equipe multidisciplinar ajuda o paciente a eliminar gordura corporal. Como consequência, ele terá um aumento nos níveis de testosterona.

Também não podemos nos esquecer de que o consumo de álcool está entre os hábitos que prejudicam o desempenho sexual masculino, o que pode incluir a perda de desejo.

Então, o ideal é realmente procurar uma equipe com especialização em saúde sexual masculina para identificar o que está interferindo no desejo sexual e propor uma solução abrangente para o problema.

Solução de outros distúrbios sexuais

Como já mencionamos, o homem pode perder o interesse no sexo porque não considera seu desempenho satisfatório.

Assim, para evitar sentir-se humilhado quando não consegue ter uma ereção ou por ejacular muito rápido, ele evita o contato sexual e perde gradativamente o desejo.

Portanto, nesses casos, o especialista precisa tratar primeiro esses outros distúrbios para então obter resultados no tratamento de TDSH.

Psicoterapia para tratamento de transtorno de desejo sexual hipoativo

Questões psicológicas são a causa primária de alguns casos de transtorno do desejo sexual hipoativo. Então o médico encaminha o paciente à terapia.

A terapia do sexo é outro recurso possível. Afinal, existem técnicas com o objetivo de estimular o desenvolvimento do desejo sexual no homem.

Porém, é importante destacar que, para realizar o tratamento psicoterápico, o paciente precisa descartar todas as causas orgânicas primeiro.

Caso contrário, ele terá uma grande frustração com a psicoterapia. Ela não trará o resultado desejado e, devido à frustração, o problema pode ser agravado.

Combinação de terapias para tratamento do TDSH

Também não podemos nos esquecer de que, em alguns pacientes, o TDSH se manifesta devido a uma combinação dos fatores já citados.

Portanto, eles podem estar completamente desinteressados pelo sexo porque a medicação do diabetes inibe o desejo, mas o quadro é agravado por um problema no relacionamento.

Assim, o acompanhamento de uma equipe multidiscipinar ajudará você a identificar esses diversos fatores e a abordá-los de forma sistêmica, proporcionando a solução para o problema.

Agora você já sabe que o transtorno de desejo sexual hipoativo tem solução. Então não espere mais para recuperar sua satisfação com a vida sexual.

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