Impotência sexual: tudo que você precisa saber sobre esse problema que assombra os homens

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Você já completou 40 anos? Então, precisa saber um dado importante: metade dos homens da sua faixa etária sofrem com a impotência sexual.

Por um lado, esse dado causa um alívio. Afinal, ao contrário do que a maioria dos homens pensa, esse é um problema muito mais comum do que se imagina (ou que se assume).

tratamentos

Porém, esse dado também traz um alerta. Ele indica uma possibilidade muito grande de sofrer com esse problema. Mas será que é possível evitá-lo?

Felizmente, sim. Como mostraremos neste post, é possível evitar a impotência sexual. Porém, se agora já é tarde para prevenir e você está sofrendo com essa disfunção, não desanime!

Também vamos contar quais são os recursos que a Medicina oferece para tratar a impotência e recuperar sua vida sexual. Ficou interessado? Então, continue a leitura!

O que causa a impotência sexual?

A impotência sexual, que recebe o nome de disfunção erétil, pode ser causada por diversos fatores.

Portanto, entre cinco homens que enfrentam o mesmo sintoma — a dificuldade ou impossibilidade para produzir e manter a ereção — em cada um deles a causa do problema pode ser completamente diferente.

Quer saber o que causa a impotência? Entenda quais são os fatores que contribuem para esse quadro:

Desequilíbrio ou declínio hormonal

Logo no começo do texto, você viu que nós dissemos que metade dos homens após os 40 anos sofre com a impotência sexual.

Porém, o que exatamente acontece a partir dessa idade para que esse problema se torne tão comum?

O corpo do homem muda em vários aspectos ao longo dos anos. Um deles é a produção de hormônios. Portanto, é natural que, a partir dos 40 anos, o organismo masculino tenha um declínio de testosterona de cerca de 1% ao ano.

Esse processo de declínio da testosterona tem um nome, que é Deficiência Androgênica do Hormônio Masculino.

Como a testosterona é o principal hormônio sexual masculino, seu declínio resulta em perda gradativa da capacidade de ereção e até mesmo do desejo sexual.

No entanto, não é apenas a alteração nos níveis de testosterona que causa a impotência. Doenças como o hipotireoidismo e diabetes também afetam o metabolismo e, consequentemente, o funcionamento sexual.

Doenças que afetam a circulação

O pênis fica rígido porque, diante da excitação, ele se enche de sangue. Portanto, doenças que afetam a circulação reduzem esse fluxo sanguíneo, prejudicando a ereção.

Entre essas doenças podemos destacar a hipertensão arterial, o colesterol elevado, a aterosclerose etc.

Então, como você pode perceber, essas também são doenças bastante comuns após os 40 anos. Por isso, não é surpresa que os homens dessa faixa etária estejam sujeitos a essa disfunção.

Doenças neurológicas

Doenças ou lesões que afetam o sistema nervoso também estão entre as causas de disfunção erétil. Portanto, entram nessa lista o mal de Alzheimer, mal de Parkinson, esclerose múltipla, bem como tumores e lesões cirúrgicas que atingem os nervos.

Drogas lícitas e ilícitas

Você sabe que alguns homens bebem em baladas para perderem a inibição e conquistarem as mulheres, certo? Porém, o mesmo álcool que facilita a aproximação dificulta uma relação sexual satisfatória.

Até Sheakespeare já sabia disso! Em um dos seus livros, Macbeth, ele fala que “a bebida provoca e deixa sem efeito: provoca o desejo, mas impede a sua execução.”

E como a vida imita a arte, isso acontece com muitos homens. O álcool, bem como a cocaína, os esteroides, a maconha, a heroína e a metadona, entre outras drogas, provocam a impotência.

O cigarro não fica de fora desta lista. Afinal, além de ser uma droga, ele prejudica a circulação. E sem uma circulação adequada de sangue, não há ereção.

Obesidade

O peso elevado é outro fator que causa a impotência sexual. Isso acontece por dois motivos.

A obesidade não envolve apenas uma questão estética. Para acumular gordura, uma pessoa tem hábitos que também provocam as doenças cardiovasculares que, como já falamos, prejudicam a circulação.

Outro fato que muitas pessoas desconhecem é que as células de gordura não ocupam apenas espaço no corpo, aumentando o volume. Afinal, o tecido adiposo funciona como uma espécie de usina que fabrica diversos hormônios, causando um desequilíbrio.

Devido ao desequilíbrio, o corpo reduz a produção de testosterona. Portanto, sem uma quantidade adequada de hormônios masculinos, o homem perde o desejo e a capacidade de ereção.

Transtornos mentais e emocionais

Os transtornos mentais se tornam mais comuns a cada dia. Porém, esse estado mental pode causar perda de libido e também da capacidade de ereção.

Cansaço, estresse e depressão estão entre os transtornos que causam a impotência. A ansiedade tem um papel importante nesse processo também.

Devido à ansiedade, o corpo sofre uma descarga de adrenalina. Ela contrai estruturas do organismo, inclusive do pênis, que precisariam estar relaxadas para que o fluxo de sangue ocorresse normalmente e para que outros mecanismos da ereção funcionassem.

Vale a pena destacar que, até pouco tempo atrás, os transtornos mentais e emocionais eram apontados como os grandes causadores da impotência.

No entanto, hoje a Medicina sabe que não é assim. Eles até podem ser um dos fatores, porém menos de 10%dos casos de impotência sexual são causadas por fatores emocionais e/ou psicológicos.

As causas físicas, orgânicas, são 90% dos diagnósticos feitos atualmente.

Remédios de uso contínuo

Como se não bastassem as doenças, os remédios usados para combatê-las contêm substâncias que inibem a capacidade de ereção quando usados a longo prazo.

Portanto, medicamentos para pressão alta, depressão, antipsicóticos e anti-histamínicos estão na lista de fatores que causam a impotência.

Até mesmo remédios para calvície podem causar esse problema. Por isso, é importante manter o contato tanto com o médico que os receitou quanto com seu urologista.

Alterações na anatomia do pênis

Alguns homens nascem com alterações na anatomia do pênis. Outros desenvolvem essas alterações devido a doenças, à ocorrência de cistos e fibroses. Porém, em ambos os casos, o resultado é a disfunção erétil.

Outro exemplo de alteração na anatomia do pênis é a causada pela doença de Peyronie, que ainda é bastante desconhecida.

Geralmente, esse problema acontece após a meia idade. Então, o organismo forma uma placa de tecido que reveste o interior dos tubos do pênis. Por ser endurecido, ele modifica o formato e dificulta bastante a ereção.

Quais são os tipos de disfunção erétil?

A disfunção erétil é classificada em tipos, de acordo com sua causa. A maioria dos especialistas concorda com três classificações:

Impotência sexual orgânica

É causada exclusivamente por fatores físicos. Portanto, são classificados nessa categoria os pacientes com problemas hormonais, doenças, alterações anatômicas e metabólicas, que usam drogas e medicamentos ou sofreram alguma lesão em cirurgia.

As causas mais comuns de impotência são orgânicas. Cerca de 90% dos casos são provocados devido a um dano que as artérias, músculos lisos e tecidos fibrosos sofrem devido a hábitos e doenças.

Então, quando o homem consome muito álcool ou tem doenças como diabetes, comprometimento renal, esclerose múltipla, arterioesclerose e outros problemas cardiovasculares, esses danos acontecem progressivamente, causando a impotência.

Impotência sexual psicogênica

Acontece quando, após uma investigação minuciosa, o médico não identifica nenhuma causa orgânica. Portanto, a parte física do paciente funciona perfeitamente, mas fatores mentais e psicológicos inviabilizam a ereção.

Entre os jovens, a disfunção psicogênica é mais frequente. Eles ficam ansiosos antes da relação sexual, não querem decepcionar (e passar vergonha) na frente da parceira e esse estado mental prejudica a ereção.

Porém é importante relembrar que esses fatores representam apenas 10% dos casos de impotência sexual.

Impotência sexual mista

A impotência sexual mista acontece quando sua causa se relaciona a uma combinação dos fatores orgânicos e psicogênicos.

Como é feito o diagnóstico de impotência sexual?

É importante que os homens saibam que o fato de não conseguirem uma ereção em um ou outro momento é perfeitamente normal.

Porém, caso essa situação aconteça com uma certa frequência, o homem precisa ficar atento a esses sinais.

Para o diagnóstico de impotência sexual, pelo menos 3 em cada 4 tentativas de contato sexual devem ser mal-sucedidas.

No entanto, isso não significa que você precisa esperar até chegar a esse ponto. É importante prevenir o problema, especialmente se a situação está se repetindo.

Para chegar a um diagnóstico preciso, o médico realiza exames clínicos. Ele também pode solicitar outros exames, como os mencionados a seguir:

Exames laboratoriais

Exames laboratoriais mostram níveis hormonais, de colesterol ou outros problemas físicos que interferem na saúde sexual. Portanto, o médico pode solicitá-los.

Teste de ereção fármaco-induzido

Neste teste, medicamentos que estimulam a ereção são aplicados diretamente no pênis. Assim, é possível avaliar se o órgão responde bem a esse estímulo e a qualidade da ereção obtida.

Ecodoppler peniano

Após uma indução da ereção com medicamento, com o pênis cheio de sangue, o aparelho usa o ultrassom para mostrar o que acontece dentro do órgão.

Assim, ele permite observar a túnica que reveste os corpos cavernosos, bem como a gravidade do problema relatado pelo paciente.

Teste de tumescência peniana noturna

Com aparelhos específicos, esse teste permite avaliar as ereções noturnas do paciente. Assim, o médico analisa fatores como a quantidade, a rigidez e a duração desses episódios.

Avaliação psicológica

Além dos exames, o médico solicita uma avaliação psicológica do paciente. Afinal, ao encontrar evidências de origem orgânica ou psicogênica, ele definirá as melhores estratégias de tratamento.

Como prevenir a impotência sexual?

Essa nova visão de que a impotência é causada por diversos fatores, sendo a maioria deles físicos, biológicos, levou a um entendimento mais amplo dessa disfunção.

A impotência não é um problema isolado. Afinal, ela é apenas mais uma consequência do adoecimento que o homem sofre ao longo dos anos.

E qual é a causa desse adoecimento? Um estilo de vida pouco saudável, a falta de cuidado com a saúde. Indiretamente, tudo isso leva à impotência.

Portanto, o sedentarismo não é saudável. Precisamos de exercício. Porém, negligenciamos esse cuidado e desenvolvemos a obesidade, síndrome metabólica, a diabetes. O resultado indireto é a impotência.

Consumir álcool e drogas também não é saudável. No entanto, trata-se de um costume aceito socialmente, que traz consequências para o corpo e o cérebro, causando a impotência.

Uma alimentação saudável é fundamental para evitar doenças cardíacas. Infelizmente, comemos o que gostamos, e não o que precisamos. Assim, desenvolvemos hipertensão, colesterol alto, aterosclerose e impotência.

Então, a principal forma de prevenir a disfunção erétil é um estilo de vida saudável. Alimentação adequada, exercícios físicos e equilíbrio entre trabalho e tempo livre são fundamentais para evitar problemas orgânicos e transtornos mentais.

Como tratar a impotência sexual?

No entanto, para alguns homens, a prevenção já não está mais ao alcance. Eles já desenvolveram a disfunção, e agora a única alternativa é o tratamento.

Porém, mesmo para esses pacientes existem excelentes notícias. Essa visão sistêmica do problema, que engloba tanto os fatores orgânicos quanto os psicológicos, permitiu o desenvolvimento de tratamentos muito eficientes.

Saiba quais são esses tratamentos!

Tratamentos farmacológicos para a impotência sexual

Os tratamentos farmacológicos são aqueles que utilizam medicações para a solução do problema. Portanto, após avaliar o paciente, o médico prescreve comprimidos que viabilizam a ereção.

É válido destacar que esses comprimidos não substituem o desejo. Então, não significa que o paciente irá tomá-los e imediatamente terá uma ereção.

Como eles solucionam um problema orgânico, biológico, eles apenas eliminam fatores que dificultam a ereção. Assim, quando o homem tem contato com sua parceira e se excita, seu corpo responde bem ao estímulo.

A reposição hormonal também é feita por meio de medicamentos. Então, quando bem indicada, ela é bastante eficiente no tratamento da impotência sexual.

Outras opções de tratamentos farmacológicos são os cremes / pomadas e também as injeções.

No primeiro caso, o homem aplica o creme sobre a pele antes da relação. Assim que o corpo absorve a substância, ela começa a fazer efeito.

Ainda existe a opção de uma injeção intrapeniana ou intrauretral. O próprio paciente aprende a aplicá-la, produzindo o efeito que o corpo precisa para ter uma ereção satisfatória.

Tratamentos não farmacológicos para a impotência sexual

Todos os outros tratamentos para impotência sexual são não farmacológicos. Assim, eles envolvem tanto a psicoterapia quanto orientação para mudanças no estilo de vida, dispositivos de sucção e até mesmo a cirurgia.

Psicoterapia

A psicoterapia pode ser fundamental para a superação da impotência sexual. Afinal, ela ajuda a estabelecer estratégias de controle emocional que interferem na capacidade de ereção.

Na psicoterapia, o profissional trabalha não só os transtornos mentais. Portanto, abordar questões como baixa autoestima, timidez, culpa, conflitos sobre a sexualidade e crenças rígidas sobre o sexo ajuda a evitar bloqueios e a produzir respostas adequadas à excitação.

Portanto, com a mente em ordem, o homem recupera a libido. Ele também aprende como não se sentir tão pressionado no momento da relação e, ao aliviar a tensão, os mecanismos que viabilizam a ereção funcionam normalmente.

Bomba de vácuo

Outras vezes, o paciente precisa de um dispositivo que exerce uma ação mecânica sobre o pênis, que é a bomba de vácuo.

Por meio de um mecanismo de sucção, a bomba traz o sangue para o pênis. Assim, ele fica ereto por um período, permitindo que a relação sexual aconteça.

No entanto, como a maioria dos casos são solucionados com medicamentos e mudanças no estilo de vida, os médicos indicam cada vez menos esse recurso.

Atualmente, os médicos recomendam a bomba de vácuo para pacientes que passaram por uma cirurgia de câncer de próstata, e apenas durante o período de reabilitação.

Implante peniano

Embora os médicos e pacientes reconheçam a eficiência do implante peniano, eles só indicam essa opção quando não existem outras alternativas de tratamento.

Os implantes penianos são colocados por meio de cirurgia. Assim as próteses, que podem ser maleáveis, semirrígidas, infláveis ou hidráulicas, permitem que o pênis fique ereto durante a relação sexual.

A cirurgia para realização do implante é rápida e segura. Porém, o mais importante é que o implante não interfere na sensibilidade do pênis, garantindo satisfação tanto para o homem quanto para sua parceira.

Não, você não precisa viver assombrado pela impotência sexual. Afinal, ela tem a possibilidade de prevenção e tratamentos altamente eficientes.

Não espere mais! Entre em contato com a nossa equipe e conte com nossos especialistas para viver sua sexualidade de forma plena. Agende sua consulta agora mesmo.

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