Alimentos afrodisíacos: eles realmente aumentam a libido?

Para alguns, eles representam um tabu. Para outros, a expectativa de aumento de libido e melhora da performance sexual. Sem dúvida, os alimentos afrodisíacos podem até não fazer parte da conversa do dia a dia, mas seus pretensos poderes povoam a imaginação.

Mas afinal, será que eles funcionam? Ele têm a capacidade de melhorar o desempenho sexual, garantindo uma noite de prazer para o homem e para sua companheira? É sobre isso que falaremos neste post. Então, continue a leitura e satisfaça sua curiosidade!

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O que são alimentos afrodisíacos?

Segundo a crença popular, alimentos afrodisíacos são aqueles que despertam o desejo e melhoram a performance sexual. Diferentes culturas atribuem esse poder a diversos produtos, dos mais simples aos mais exóticos.

Tudo isso aumenta ainda mais o interesse nesses alimentos. Afinal, aquilo que não conhecemos, que é natural de uma outra cultura, parece aguçar ainda mais a nossa curiosidade.

Afinal, será que eles são a solução para apimentar a relação?

Qual é o real efeito dos alimentos afrodisíacos no organismo?

Porém, é preciso desmistificar a questão dos alimentos afrodisíacos. Em primeiro lugar, eles não impactam na libido, mas sim na performance.

Saber disso é relevante porque é muito comum as pessoas acreditarem que esses alimentos afetarão positivamente o desejo sexual. No entanto, eles não solucionam o problema do homem que não sente mais vontade de transar com sua parceira.

No máximo, os alimentos chamados de afrodisíacos melhoram a performance sexual. Eles têm substâncias capazes de relaxar os vasos sanguíneos, facilitando assim o fluxo do sangue.

Portanto, com um fluxo de sangue maior, é mais fácil ter uma ereção ou mantê-la por um período mais longo de tempo.

Um desses componentes é o aminoácido chamado arginina. Ela se transforma em óxido nítrico dentro do nosso corpo, promovendo esse relaxamento. A arginina é encontrada em abóboras, melancia, carne bovina, nozes, salmão, abacate…

Além da arginina, a quercetina provoca o mesmo efeito, porque possui propriedades anti-inflamatórias. Ela é encontrada nas frutas vermelhas, alho, chocolate amargo e até no vinho tinto.

Esse processo é importante especialmente pra quem tem problemas de circulação. Ou seja, vale ressaltar que as pessoas que estão com a circulação boa podem não sentir diferença mesmo consumindo esses alimentos com frequência.

Quais são os alimentos considerados afrodisíacos?

Existem inúmeros alimentos considerados afrodisíacos ao redor do mundo. A mosca espanhola, por exemplo, depois de recolhida e seca, é usada na preparação de bebidas com essa finalidade. No entanto, ela apresenta um alto risco de intoxicação.

Como você pode ver, alimentos chamados afrodisíacos podem ser bastante exóticos. Por isso, vamos falar de outras opções muito mais comuns no Brasil, e que não têm efeitos adversos graves como a possibilidade de uma intoxicação. Confira!

Amendoim: um dos alimentos afrodisíacos mais conhecidos

O amendoim contém várias substâncias que promovem a dilatação dos vasos sanguíneos. Além da arginina, que se transforma em óxido nítrico, ele ainda é fonte de niacina e vitaminas do complexo B.

Catuaba: vasodilatador

A catuaba também é um vasodilatador. Além disso, ela interfere na receptação de neurotransmissores, fazendo com que o cérebro utilize melhor a serotonina e a dopamina disponíveis do organismo. Assim, ela tem um efeito antidepressivo muito leve.

Ostras: fonte riquíssima em zinco

Devido à alta concentração de Zinco, a ostra é apontada como um alimento afrodisíaco. Essa substância ajuda a equilibrar os níveis de testosterona e reduzir os de prolactina, um hormônio relacionado à impotência sexual.

Carne bovina: o afrodisíaco que faz parte da rotina

Assim como as ostras, a carne bovina também contém uma quantidade alta de zinco. Por isso, ela é apontada como um dos alimentos afrodisíacos.

Pimenta: aquece o corpo e a relação

Quando se fala em apimentar a relação, as pessoas já criam a expectativa de uma experiência sexual inesquecível. A pimenta aquece o corpo e melhora a circulação sanguínea, favorecendo a ereção.

Ginseng: a contribuição do oriente para a circulação

O ginseng também atua na liberação de óxido nítrico. Portanto, ele favorece a circulação e consequentemente, a obtenção e manutenção da ereção. Outra substância que contribui para esse resultado é a guanosina monofosfato.

Maca peruana: a novidade entre os alimentos afrodisíacos

Esta raiz contém substâncias como a niacina e vitamina C. A niacina, como já falamos, melhora o fluxo sanguíneo.

Porém, a maca peruana não deve ser vista como uma solução milagrosa para a disfunção sexual. Segundo estudos, ela amenizou o problema em pacientes que tinham problemas de ereção causados pelo uso de antidepressivos.

Portanto, os estudos não afirmam que a maca peruana oferece os mesmos benefícios para problemas de ereção causados por outros fatores. Recentemente descoberta, ela ainda precisa de muitas pesquisas que comprovem seu efeito.

Ginkgo Biloba: benefício para o fluxo sanguíneo

Esta planta também promove a formação de óxido nítrico no organismo. Assim, ela contribui para a dilatação dos vasos sanguíneos.

Quando se trata dos efeitos dos alimentos no organismo, sempre precisamos considerar que eles não são tão potentes quanto as pessoas esperam.

Afinal, na lista de alimentos afrodisíacos existem opções como o morango, a banana, o abacate. No entanto, a maioria das pessoas que já consumiu esses alimentos sem saber desse rótulo, provavelmente não viu nenhuma diferença em sua performance sexual.

Em vários casos, o “efeito” do alimento afrodisíaco não está em suas propriedades, mas na expectativa que as pessoas criam quando os consomem. Por isso, eles dificilmente são soluções eficazes.

Muitos medicamentos, inclusive, são desenvolvidos a partir de princípios ativos presentes em plantas. No entanto, se não forem administrados na dose adequada, eles não têm o efeito esperado.

Os afrodisíacos solucionam disfunções sexuais?


Como você pode perceber, os alimentos afrodisíacos melhoram o fluxo de sangue. Consequentemente, homens com problemas de circulação podem ter, momentaneamente, um pouco mais de facilidade para obter e manter uma ereção.

No entanto, seu efeito acaba por aí. Eles não têm a solução para uma série de problemas fisiológicos responsáveis por 90% das disfunções sexuais enfrentadas pelos homens.

Também vale dizer que, mesmo que esses alimentos tragam um leve benefício à vida sexual de uma parcela pequena dos homens, isso não significa que é prudente consumi-los com frequência e muito menos com exagero.

Afinal, alimentos têm outros impactos sobre o organismo. O alto consumo de carne bovina, por exemplo, especialmente as mais gordurosas, contribui para o desenvolvimento de doenças crônicas, como os problemas cardiovasculares.

Portanto, a melhor solução para uma disfunção sexual continua sendo o tratamento adequado, orientado por um médico especialista. Quanto antes o paciente procura ajuda, maiores são suas chances de recuperar o bom desempenho.

Então, caso você perceba que seu corpo não está respondendo aos estímulos sexuais como antes, busque ajuda profissional. O time especializado da Lifemen está à sua disposição para ajudá-lo com um diagnóstico e tratamento precisos.

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